À imagem de Deus!
Continuação...
A dignidade especial
dos seres humanos está no fato de, como homens e mulheres, poderem refletir e
reproduzir – dentro de sua própria condição de criaturas – os santos caminhos
de Deus. Os seres humanos foram criados com esse propósito, e, num sentido, somos
verdadeiros seres humanos na medida em que cumprimos esse propósito.
O que tudo envolve essa
imagem de Deus na humanidade não está especificado em Gn 1.26-27, mas o
contexto da passagem nos ajuda a defini-lo. O texto de Gn 1.1-25 descreve Deus
como sendo pessoal, racional (dotado de inteligência e vontade), criativo,
governando o mundo que criou, e um ser moralmente admirável (pois tudo o que
criou é bom). Assim, a imagem de Deus refletirá essas qualidades.
Os versículos 28-30
mostram Deus abençoando os seres humanos que acabara de criar, conferindo-lhes
o poder de governar a criação, como seus representantes e delegados. A
capacidade humana para comunicar-se e para relacionar-se tanto com Deus como
com outros seres humanos aparece como outra faceta dessa imagem.
Por isso, a imagem de
Deus na humanidade, que surgiu no ato criador de Deus, consiste em:
(a) existência do homem
como uma “alma” ou “espírito” (Gn 2.7), isto é, como ser pessoal e
autoconsciente, com capacidade semelhante à de Deus para conhecer, pensar e
agir;
(b) ser uma criatura
moralmente correta – qualidade perdida na queda, porém agora progressivamente
restaurada em Cristo (Ef 4.24; Cl 3.10);
(c) domínio sobre o
meio ambiente;
(d) ser o corpo humano
o meio através do qual experimentamos a realidade, nos expressamos e exercemos
domínio e
(e) na capacidade que
Deus nos deu para usufruir a vida eterna.
A queda deformou a
imagem de Deus não só em Adão e Eva, mas em todos os seus descendentes, ou
seja, em toda a raça humana. Estruturalmente, conservamos essa imagem no
sentido de permanecermos seres humanos, mas não funcionalmente, por sermos
agora escravos do pecado, incapazes de usar nossos poderes para espelhar a
santidade de Deus.
A regeneração começa em
nossa vida o processo de restauração da imagem moral de Deus. Porém, enquanto
não formos inteiramente santificados e glorificados, não podemos refletir, de
modo perfeito, a imagem de Deus em nossos pensamentos e ações – como fomos
criados para fazer e como o Filho de Deus encarnado refletiu na sua humanidade
(Jo 4.34; 5.30; 6.38; 8.29,46).
Fonte: Bíblia de
Estudo de Genebra, Nota Teológica, página 10.
http://www.monergismo.com/
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